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Navegar Amazônia
Casa da Dona Francisca, no rio Serraria Pequena.
Casa da Dona Francisca, Rio Serraria Pequena. Chegada da torcida.
A chegada da torcida. Assistindo ao jogo
Assistindo o jogo. Parabólica
Menino subindo açaízeiro. Dona Francisca
Dona Francisca.

Imagens: Gavin Andrews/Navegar Amazônia

Não tenha dúvidas: o futebol é um esporte popular. Em qualquer lugar do planeta, há sempre alguém querendo exercer o seu “direito futebolístico”. Nosso País tem mais de 180 milhões de técnicos de futebol e, seja em uma grande cidade, em frente a um telão de alta definição, ou em uma pequena comunidade cravada no meio da Amazônia, a paixão por essa mania nacional não tem fronteiras.

Não é diferente com os moradores da vila de Serraria Pequena, que pertence ao município de Afuá, no Pará, e onde o projeto Navegar Amazônia decidiu assistir à classificação do Brasil para as quartas-de-final e, de quebra, registrar como o futebol é responsável por cativar e motivar tantas pessoas, independente do lugar.
A casa da dona Francisca, por exemplo, virou ponto de encontro nos dias de jogo da Seleção Brasileira. Ela é uma das poucas moradoras que possui antena parabólica na localidade e, por isso, já sabe que, quando o Brasil entra em campo, ela é endereço certo dos ribeirinhos que vivem nas proximidades.

A distância não importa. Se tem canoa, pega a família e leva todo mundo. Se não tem, espera a carona passar e vai do mesmo jeito. Se o jogo está marcado para o meio-dia e não dá para chegar a tempo de cantar o Hino Nacional e nem de assistir ao primeiro gol da Seleção, também não interessa.

De uma forma ou de outra, os ribeirinhos vão chegar para assistir àquele que é considerado o melhor time do mundo e que, com toda a certeza (e na opinião dos mais de 180 milhões de técnicos espalhados por esse imenso País) vai conquistar mais um título. Não importa se deu um show de bola digno da “seleção canarinho” ou “se não foi tão bem assim” e ficou devendo uma partida muito mais bonita.

O que importa é que na casa da dona Francisca, ou em qualquer outro lugar, a euforia foi a mesma e a sensação de ser campeão mais uma vez reacendeu a chama da esperança em um povo que, tanto no interior da Amazônia quanto em uma grande metrópole, precisa de doses cavalares de felicidade a cada 45 minutos e ainda na prorrogação.

No final da contas, qualquer sacrifício vale a pena. Assistindo à partida da Seleção na casa da dona Francisca, no calmo vilarejo de Serraria Pequena (que teve seu silêncio interrompido apenas pelos gritos de gol e pela explosão dos fogos de artifício), não tem como contrariar o velho ditado: o mundo é, realmente, uma bola.


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