O projeto Navegar Amazônia, desde a sua primeira viagem ao município paraense de Afuá, em 5 de setembro de 2005 (Dia Nacional da Amazônia), vem recebendo as atenções da mídia.
Antes mesmo da viagem inaugural, o jornal Vanguarda Cultural publicou a matéria “Navegar é preciso”, partindo da origem à nova fase do projeto, veiculada também, pouco tempo depois, no Portal do Ministério da Cultura (MinC).
A Folha do Amapá e a revista RAIZ – esta especializada em cultura e de circulação nacional – enviaram os jornalistas Fernando França e TT Catalão para cobrir os acontecimentos da primeira viagem. A bordo do Navegar Amazônia estava o secretário de Programas e Projetos Culturais do MinC, Célio Turino. A Folha destacou “Navegar põe a Amazônia na rede”, e a RAIZ, em seu número de estréia, “Navegar Amazônia – um Ponto de Cultura Flutuante”.
Na última expedição, que ocorreu em março e durou aproximadamente 20 dias, o Navegar Amazônia esteve em Belém e depois Abaetetuba, no Pará. Como convidados, os artistas Jorge Mautner, Nelson Jacobina e Zé Miguel; o cineasta Evaldo Mocarzel e o fotógrafo e artista plástico Dario Chiaverini. O objetivo da expedição, além de levar a tecnologia digital aos ribeirinhos, mapear e identificar os lugares visitados como Pontos de Cultura, foi, sobretudo, o de estabelecer uma troca de conhecimentos com os moradores locais através de oficinas de música, cinema e história da arte. E a imprensa paraense, atraída pelo acontecimento, quando da passagem do barco por Belém, rendeu-se ao projeto. Durante o período, os principais jornais e tevês deram destaque ao Navegar Amazônia. Só em O Liberal – jornal de maior circulação da região –, pelo menos seis matérias trataram do Ponto de Cultura Itinerante-Fluvial, entre elas “Projeto identifica cultura dos ribeirinhos” e “Um grito contra o retrocesso na Amazônia”, ocupando página inteira no caderno Cartaz. A TV Liberal, com os seus programas jornalísticos e culturais, também fez cobertura, enviando a Abaetetuba uma equipe do programa É do Pará!, que produziu pequeno documentário sobre as oficinas, exibido recentemente na Globo News. O Amazônia Hoje e o Diário do Pará deram enfoque para o show no Memorial dos Povos Indígenas do Complexo Turístico Ver-o-Rio, que reuniu os artistas convidados ao lado de Mestre Verequete – patrimônio da cultura paraense. No Sem Censura, da TV Cultura, o cineasta Jorge Bodanzky, que junto com Beto Lacerda coordena o projeto, concedeu entrevista falando do pioneirismo e das ações do Navegar Amazônia. O Cultura Pai D‘égua, da mesma TV, gravou com as estrelas da música. Jorge Mautner e Nelson Jacobina deram entrevista, tocaram e cantaram na Estação das Docas para o programa, tendo como cenário “o barco da poesia concretizada”.
Em Abaetetuba a cena se repetiu com a imprensa local, que fez do Navegar Amazônia uma atração cultural para os moradores do município.
O barco foi até a comunidade quilombola de Tauerá-açu, a cerca de duas horas de Abaetetuba. A bordo, a jornalista Ana Paula Sousa, da revista CartaCapital. “Já são tantas as histórias guardadas no convés que, entre a quarta-feira 5 e 9 de abril, o Navegar Amazônia será uma das vedetes do evento que leva o nome de Teia – a Rede de Cultura do Brasil e que reunirá, no prédio da Bienal, em São Paulo, culturas e artes de brasis que o Brasil desconhece.”, escreveu Ana Paula em “A arte avança rio adentro”, matéria especial que ocupou três páginas da mais importante e controvertida revista semanal do país.
É o Navegar Amazônia, um projeto de genuinamente amapaense enchendo os olhos da mídia do Brasil.






