O centenário Aristides Sena do Carmo (101 anos – em 18 de abril faz 102), é o mais antigo morador de Tauerá-açu. Casado pela quarta vez, totalizando 27 filhos e 5 tataranetos (netos e bisnetos ele perdeu a conta), Aristides, abrindo um leve sorriso, diz que ainda não negou fogo. E o segredo? Ser bem quisto com os outros, e saber viver sem briga e aborrecimento. Tem terreno e casa às margens do rio Tauerá-açu. “É o lugar mais bonito”, acrescenta. Conta que aos sete anos foi raptado por Curupira, o protetor da floresta – que a lenda escreve ser uma espécie de bicho meio gente, cujos pés são virados para trás. Curupira levou Aristides mata adentro. Quando o encontraram, cinco homens não conseguiam segurá-lo diante de tanta força. E o encanto só acabou com a reza do velho pajé. Aristides nem precisa dizer que é feliz denunciado pela luz que emana dos seus olhos. É o homem que Maiakóvski imaginou no poema.







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