A expedição deixa Belém. Parta trás ficam três dias para os canadenses na metrópole da Amazônia: o show de Badi Assad no Teatro da Paz, a festa de cores, grito e luz dos caboclos das ilhas do Pará na Feira do Açaí; Miguel Chicaoca e a emoção de fotografar com uma caixinha de rolo de filme na oficina de pinoli; do domingo na praça da República onde o grupo se deixou levar pelo colorido e lírico arrastão do Arraial do Pavulagem; do sorvete de frutas regionais ao pôr-do-sol na Estação das Docas.
Mochila às costas e lá vamos nós ao porto do Ver-o-Rio para pegar o barco e seguir caminho até Barcarena, onde a comunidade do Cupuaçu nos espera com uma apertada e marcial programação.
Em Barcarena, uma rápida parada para subir a bordo um dos integrantes do grupo ICA, que tinha ido na frente dar as explicações do porque do atraso de um dia na visita da expedição.
À noite, uma festa abençoada por todos os santos juninos, com direito a mingau de milho, quadrilha e suco de tamarino. E a expedição Encontro das Águas caiu no terreiro, dançou forro, carimbo, com os pés no chão e o coração nas alturas com todo o calor com que foram acolhidos.
Em seguida às danças, comunidade e estudantes se reuniram no centro do barracão para um rápido bate papo, onde cada um falou de suas expectativas com que viria a sair daquele encontro entre culturas tão diferente, unidos por um mesmo objetivo: a natureza.
À noite os jovens canadenses e paraenses do ICA enfrentaram sua primeira grande chuva no meio da floresta, debaixo de um improvisado, mas resistente barracão de madeira e palha. Uma aventura que eles enfrentaram com alto astral.






