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circo2.jpg circo1.jpg

circo3.jpgTarde de sábado. Lonas coloridas destacavam-se entre o verde da mata e as casas ribeirinhas de São João, comunidade do Rio Arrozal. A criançada reunida, olhos atentos e curiosos.

De repente alguém disse ao som de um microfone em forma de cone: “Senhoras e Senhores, respeitável público, caldeirões e caçarolas, apertem os cintos que o nosso show vai começar…”.

Rodopiando ao som e uma animada música, com rostos pintados, cabelos de lã, ceroulas e meias listradas surgem: Lili, Naná, Figurinha e Cambalhota. Quatro adolescentes vestidos e pintados com caras de palhaço que fizeram a alegria das crianças, jovens e adultos dos ribeirinhos do Rio Arrozal.

A escola ao fundo, os risos ecoavam. Vimos no semblante de cada um a magia do mundo do Circo. Envolvidos nas brincadeiras de Figurinha e Lili, esquecemos de tudo.

Paulo, 10 anos é Figurinha, um garoto esperto com a arte no sangue, apaixonado pela arte circense. Jadson é Cambalhota, 13 anos, um palhacinho alegre que se contorce no Picadeiro. Acompanhadas pela mamãe Ruth, Antoniele, 17 anos e Adilana, 13 anos são Lili e Naná, respectivamente, lindas palhacinhas que com trejeitos de menina sapeca se equilibram na corda bamba, andam de perna- de –pau. Com eles saímos para o mundo da fantasia.

Apresentando o show, fazendo animação com as crianças está Fernando Chaves: cantor, compositor, ator, o criador de todo esse sonho. Apaixonado por Circo, Fernando nos acompanha nesta expedição com a sua “família” quando refere-se à todos os integrantes do Circo Roda Ciranda.

Paulo, o Figurinha é filho de Fernando, juntos numa sintonia perfeita vivem rindo e brincando dentro e fora do picadeiro, pai e filho juntos não deixam a lona cair.

A arte de Fernando Chaves está no seu jeito de falar, de cantar, de produzir e em armar cada estaca que sustenta a lona onde guarda sonhos e emoções de todos que viajam pelo mundo circense.

O Ponto e Cultura Navegar Amazônia se faz com a educação ambiental, se faz com o resgate da cultura seja pelo circo, pela dança, pela música, pela inclusão digital que levamos às comunidades embrenhadas entre matas, entre rios e igarapés. O sonho não acabou!


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