Em uma deliciosa manifestação cultural está vislumbrada a idéia de um grande artista. Arte é toda idéia e pensamento que transcende do campo imaginário para o dito visual, adquirindo formas e expressões.
Partindo deste princípio, é com grande prazer que damos início a oficina NavegArte, assim tão carinhosamente denominada a oficina de arte do Navegar Amazônia.
A proposta seria deslocar uma série de equipamentos necessários para subsidiar a equipe nessa jornada navegante, levando conhecimento e experimentos da sétima arte – o CINEMA.
Em meio a tanta peleja, planejamento, suor, tecnologias, profissionais e trabalho incessante, nos vimos numa situação bastante satisfatória e comovente que é o sorriso de uma criança ao sabor de uma descoberta.
No entanto, o intercâmbio cultural vai muito além, resgatando memórias culturais que configuram a história de nosso amazônida.
Posso contar a vocês que o que vi ontem foi uma coisa maravilhosa. Não tem preço, o sorriso no rosto de uma criança.
A oficina transcorreu surpreendentemente, e, de maneira democrática, foi ensinado e mostrado uma parte do acervo do artista plástico Dario Chiaverini que, com muita generosidade ministra a oficina, juntamente com seus auxiliares, o artista plástico Manoel de Jesus e eu Agatha, que sou cenógrafa.
Segundo Chiaverini, foi bastante prazeroso lecionar com os pequenininhos. “Apesar de ter quatro filhos, fiquei apreensivo com o que estava para acontecer, afinal eu ainda não havia trabalhado antes com crianças, não sabia o que se passava na cabeça dos pequenininhos de Abaetetuba”, conta ele. “Preocupei-me em encontrar uma linguagem simples, sem rebuscamento técnico para facilitar o entendimento”, acrescenta.
Dario comenta que o mais importante é você pensar que dali poderá sair um novo cineasta, ou quem sabe um artista plástico. Enfim, essa é a função do professor: plantar a semente.
Já Manoel acredita que essa é uma boa oportunidade para as crianças desenvolverem o seu potencial artístico sem preconceito. “É muito bom trabalhar com criança, porque elas têm muita facilidade de assimilar e se entreter com o conhecimento”, afirma.
O retorno da oficina foi tão de imediato, que todos se viram maravilhados com a cena e cada um contribuiu de um jeito diferente com aquele momento.
Não foi nada ensaiado, aconteceu. A explicação é simples: foi a magia da realidade.
Registro que esses últimos dias têm sido maravilhosos. Creio que não só para mim, pois além de profissionais reunidos para um trabalho, nos tornamos uma grande família. Afinal, o barco, além de ser nosso transporte-escritório, também é a nossa casa.
Bem, com esse texto, gostaria eu de ter a sensibilidade e a sensatez de passar para vocês um pouco da nossa experiência.






