Zé Miguel vê semelhanças em artistas de origens distintas na Expedição Belém-Abaetetuba do Navegar Amazônia. Com a palavra o compositor de Pérola Azulada:
Durante toda a viagem, os encontros com as pessoas nos revelam cada vez de forma mais precisa o nosso parentesco, mostram que temos afinidades em quase todos os campos. No tocante a cultura, esse parentesco é ainda mais incisivo. Nossa música parece vir do mesmo tronco, das mesmas origens, a linguagem quase se confunde em determinados momentos. Pode-se perfeitamente tocar carimbó (Pará) em um tambor de batuque (Amapá). A nossa caixa de marabaixo encaixa-se perfeitamente no “Maracatu Atômico”, do Jorge Mautner e Nelson Jacobina (São Paulo), e nas canções ribeiras de Ney Viola (Abaetetuba). Penso que esse parentesco se manifestará mais ainda, à medida em que se multipliquem os encontros, o que me dá a certeza de que estamos navegando no rumo certo.






