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Sete alunos da Escola Municipal Leopoldina Guerreiro, da 5ª Série ao 2º Ano do Ensino Médio, realizaram em Afuá o que, para eles, sempre pareceu um sonho impossível: a produção coletiva de um filme em digital apresentando a Veneza Marajoara – o lugar onde eles nasceram e vivem. São jovens entre 10 e 18 anos que, na maioria, só conhecem o cinema pela TV. Em Afuá não existe Cinema.

E não é que nos caminhos do pensamento glauberiano (“Uma câmera na mão e uma idéia na cabeça”) eles acabaram tornando real o sonho que lhes parecia impossível? Esse fato aconteceu na tarde de uma calorosa quarta-feira, 8 de setembro de 2005, e certamente deve entrar para a história cultural afuaense.

A vinda do Projeto Navegar Amazônia ao município de Afuá possibilitou essa proeza. O experiente cineasta Jorge Bodanzky, que já se sentira contente com o resultado do trabalho feito pelas meninas nativas de Araramã, orientou mostrando o caminho e deixou por conta da imaginação do grupo fazer o que lhes viessem à cabeça. E lá foram eles apresentando, como nas palavras apaixonantes de Rafael Vítor, “a melhor e mais linda cidade do mundo”.

O estudante, que ama os esportes e também sonha em ser músico, aparece no filme cantando o inesquecível Renato Russo e ainda revela em um bom texto que leva jeito pra poeta.

Sobre o filme, Rafael diz que achou muito interessante a experiência. “Logo de cara tive medo, mas depois eu me soltei, as idéias fluíram e acabou ficando legal o resultado”.

Josilene Lobato, que também participou da produção, declarou ter achado maravilhosa a vinda do Navegar e ter tido a oportunidade de “mostrar no filme o que a gente mais gosta da cidade, a música principalmente”.
Depois da exibição das filmagens no Laboratório do barco Navegar aos alunos que participaram da produção, a professora Anamita Silva de Moura, que dirige a Escola, agradeceu pelo projeto dizendo: “A passagem do Navegar por nossa cidade é marcante e histórica. Já vimos que vamos nos tornar conhecidos, e que a sala de informática a ser instalada em breve em nossa Escola, será mais valorizada ainda com esse projeto”. E, finalizando, ainda sugeriu: “Na volta do projeto, gostaríamos de receber outros profissionais, que ministrassem oficinas nas áreas da literatura, do teatro e da dança”.

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