Segundo o Sr. Joaquim Ferreira, morador mais antigo da comunidade, os achados arqueológicos, percebidos pela comunidade há 15 anos, encontra-se expostos às margens do rio Araramã, onde se assentou a comunidade, mas não têm grande importância para os moradores. Ao longo do tempo, as peças com traços da cerâmica marajoara, enterradas nos barrancos, foram e estão sendo deterioradas pela maré, ao mesmo tempo em que provocou o seu aparecimento pelo processo de erosão. Esse processo de queda de barranco já derrubou pelo menos três metros de distância.
Em se tratando dos achados, uma primeira impressão nos mostra objetos cerâmicos utilitários em forma de vasos, bacias e/ou alguidares, distribuídos linearmente, de forma organizada. Outro fato importante é a existência de esteios fincados na frente dos objetos, só visíveis em maré baixa, o que parece se tratar de uma espécie de muro de arrimo, de madeira resistente, não identificada ou reconhecida sua espécie pelo Sr. Joaquim.
Sarito, técnico municipal que nos acompanhava, descreve que em conversa com os pesquisadores que estiveram visitando a área, identificaram essas peças como urnas funerárias, só que desde o aparecimento das peças até hoje não foi achado nenhum indícios de restos mortais. Algumas peças, não existem mais, seus fragmentos ou o que restou encontram-se enterrados na lama, e/ou foram levados por pessoa, outras, estão aparecendo com a evolução do processo erosivo.
É necessária uma intervenção urgente por parte do Poder Público, especificamente do Governo Federal através do Ministério da Cultura e do IPHAN para recuperação e preservação desses objetos, cujos resquícios são imprescindíveis para a compreensão da história e ocupação da Amazônia.
O local já foi visitado por pessoas ligado à pesquisa e a informação, um grupo de pesquisadores do Pará, provavelmente do Museu Emilio Goeldi e um grupo de São Paulo, revista documental.
Além da visita, em função dos achados arqueológicos, pela própria filosofia do projeto, a equipe se integrou com a comunidade, promovendo uma visita ao barco, acesso e o uso dos computadores no laboratório de TI. O foco da atividade foi a participação de jovens da comunidade na produção de um vídeo, atendendo desta forma um dos objetivos do projeto Navegar Amazônia que é interagir com as comunidades ribeirinhas.






