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A comunidade de Tessalônica localizada a aproximadamente três horas do Afuá, município do Estado do Pará, é uma comunidade ribeirinha construída sobre pontes, palafitas, de composição familiar e evangélica, que determinou sua ocupação.

O primeiro morador, o Sr. Joaquim Pereira de Souza, hoje com 63 anos de idade, natural de Anajás deslocou-se há 28 anos atrás para a área, em busca emprego e moradia, a sobrevivência da região se dava em função da extração e venda de madeira e palmito, muito abundância na época. Hoje a realidade é bastante diferente, já se percebe a escassez dos recursos naturais.

A comunidade hoje é formada por aproximadamente 25 famílias, com média de 07 pessoas por domicílio, com uma estimativa de 175 habitantes. Essa pequena Vila dispõe de energia elétrica gerada por motor a diesel, caixa d’água e água tratada, sob a responsabilidade do técnico do posto de saúde, mas no momento, a bomba que faz a captação está danificada sem condições de tratar a água para consumo.

As casas são construídas em madeira e cobertas por palhas de ucuúba, com exceção de algumas, cobertas por telhas de barro. Possui também escola, posto de saúde e uma pequena serraria para beneficiamento da madeira.

Um fato marcante que requer a atenção do poder público municipal é a existência de epidemia de malária tipo Falsiparum no local. Segundo a pessoa responsável pelo posto médico, aproximadamente 75% da população está doente ou já contraiu malária. Identificamos casos em que pessoas remam em pequenos barcos regionalmente chamados de “casco” ou “casquinho” com sua família, por mais de três horas para atendimento dos afetados pela malária, enfermidade comum nesta época do ano. A implementação de políticas públicas eficazes para atendimento desses ribeirinhos torna-se de fundamental importância para a manutenção dessa comunidade que vive na imensa floresta amazônica.

Por outro lado, a beleza do lugar, a receptividade calorosa e a vida cotidiana têm um halo imaginário que torna esse povo exótico, belo e altivo.

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Vista panorâmica da comunidade. [Foto: Mario Miranda/Navegar Amazônia]


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