Partiu da cabeça desses dois cidadãos, Jorge Bodansqui e Beto Lacerda, a idéia do Projeto Navegar. Tudo começou no final dos anos noventa, no espírito do Programa de Desenvolvimento Sustentável do governo Capiberibe. Um barco equipado com computadores interligados à Internet singrava os rios do Amapá levando e captando conhecimento nas comunidades ribeirinhas. O PDSA foi engavetado pelo governo Waldez e o Navegar virou uma OSCIP com o nome de Navegar Amazônia.
Este ano veio a parceria com o Ministério da Cultura, através do projeto Pontos de Cultura. O barco do Navegar ganhou mais instrumentos multimídia e fará uma espécie de inventário das manifestações culturais das comunidades amazônidas, a princípio nos estados do Amapá, Pará e Amazonas. O primeiro ponto a ser instalado será em Afuá, município paraense vizinho ao Amapá, para onde o barco partiu ontem à tarde, depois de uma calorenta cerimônia de lançamento.
Na viagem de reconhecimento, feita há uma semana, chamou atenção da equipe do projeto a grande quantidade de áreas de sítios arqueológicos existentes em Afuá. Essas áreas serão registradas em imagens e catalogadas. A idéia principal é capacitar a comunidade para que ela própria tenha compreensão de suas manifestações e possibilidades culturais, através de treinamentos e acesso às informações, e assim se tornar agente de difusão, resgate e perpetuação de sua cultura.






